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Funcionários técnicos e administrativos da USP encerram greve após acordo

Acordo prevê equiparação nas gratificações e abono de horas em feriados; estudantes seguem em greve com outras pautas.

25/04/2026 às 12:13
Por: Redação

Após dez dias de paralisação, os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo decidiram encerrar a greve iniciada em 14 de abril, resultado de um entendimento entre a administração central da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP, o Sintusp.

 

A categoria reivindicava igualdade no pagamento de gratificações, uma vez que tais benefícios já haviam sido concedidos aos docentes. Ficou definido que a universidade irá equiparar os valores destinados a gratificações entre servidores técnicos, administrativos e docentes.

 

O pagamento dessas gratificações ainda será submetido à apreciação de órgãos técnicos de avaliação da universidade, para os quais a reitoria deve encaminhar uma proposta formalizada. Até o momento, não existe uma data prevista para o início da liberação dos valores referentes a essas gratificações.

 

Entre os compromissos assumidos no acordo, está também a formalização do abono relacionado às horas não trabalhadas pelos servidores em períodos de "pontes" de feriados e durante o recesso do final de ano.

 

O debate avançou ainda para temas ligados aos trabalhadores terceirizados da USP. Houve o compromisso de buscar alternativas para garantir que estes trabalhadores contem com condições de deslocamento semelhantes às disponibilizadas aos servidores efetivos da universidade, incluindo, por exemplo, a gratuidade do transporte interno no campus.

 

Estudantes mantêm paralisação por demandas próprias

 

Enquanto isso, os estudantes da Universidade de São Paulo seguem em greve desde 16 de abril. As reivindicações dos alunos incluem a reversão de cortes em programas de bolsas, ampliação de vagas na moradia estudantil e melhorias no fornecimento de água.

 

Após uma reunião ocorrida com a reitoria, ficou agendada uma mesa de negociação para a terça-feira seguinte, dia 28. Na ocasião, serão discutidas as principais demandas apresentadas pelo corpo discente.

 

Além disso, a administração universitária revogou uma portaria que restringia a utilização dos espaços cedidos pela USP aos centros acadêmicos, proibindo atividades comerciais ou sublocações nesses locais. A revogação desta medida foi apontada como um dos principais fatores que impulsionaram a mobilização dos estudantes neste momento.

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