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Brasil tem menor crescimento populacional e índice de idosos aumenta

Pnad mostra desaceleração no crescimento populacional e aumento de pessoas com mais de 60 anos

17/04/2026 às 16:36
Por: Redação

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) referente ao ano de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que a população do Brasil está crescendo em um ritmo cada vez mais lento, ao mesmo tempo em que apresenta um envelhecimento contínuo.

 

Em 2025, a população residente atingiu 212,7 milhões de pessoas, o que corresponde a um acréscimo de 0,39% em relação ao ano anterior. Desde 2021, a taxa de crescimento populacional permanece inferior a 0,60%. Do total registrado em 2025, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.

 

A análise do perfil etário revela queda na proporção de habitantes com menos de 40 anos: esse grupo é 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Em contraposição, a fatia de pessoas com 40 a 49 anos passou de 13% para 15%; a de 50 a 59 anos subiu de 10% para 11,8%; e o percentual de brasileiros com 60 anos ou mais aumentou de 11,3% para 16,6% no mesmo período.

 

Mudanças também são evidentes na configuração da pirâmide etária entre 2012 e 2025, com redução na base e ampliação do topo, indicando a diminuição da população até 39 anos e o aumento das faixas mais velhas.

 

Diferenças regionais permanecem acentuadas. As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens, sendo 22,6% e 19,1% da população com até 13 anos, respectivamente. Já Sudeste e Sul apresentam maior proporção de idosos: ambos têm 18,1% de sua população composta por pessoas com 60 anos ou mais.

 

Em relação à cor ou raça autodeclarada, registrou-se queda no percentual de pessoas brancas em todas as regiões brasileiras. Enquanto em 2012 o grupo branco representava 46,4%, em 2025 corresponde a 42,6%. O contingente de pretos subiu de 7,4% para 10,4% no mesmo intervalo. O Norte foi a região com maior crescimento da população preta, saltando de 8,7% para 12,9%. No Sul, houve o maior acréscimo de pessoas pardas, de 16,7% para 22%, e a maior redução da população branca, de 78,8% para 72,3%.

 

Mais pessoas morando sozinhas e mudanças nos lares

 

O levantamento do IBGE mostra que a quantidade de domicílios ocupados por apenas uma pessoa segue em alta. Em 2025, os chamados domicílios unipessoais alcançaram 19,7%, proporção que era de 12,2% em 2012. O modelo nuclear, em que há pelo menos um casal, mãe com filhos ou pai com filhos, ainda predomina, totalizando 65,6% dos lares, mas houve declínio em relação a 2012, quando estava em 68,4%.

 

O perfil das pessoas que moram sozinhas também apresenta diferenças por idade e gênero. Entre os homens, 56,6% dos que vivem sozinhos têm entre 30 e 59 anos. No caso das mulheres, o maior percentual (56,5%) é de pessoas com 60 anos ou mais.

 

Sobre a situação dos domicílios, imóveis alugados passaram a representar 23,8%, um acréscimo de 5,4 pontos percentuais desde 2016. O número de imóveis próprios quitados reduziu-se para 60,2%, com queda de 6,6 pontos percentuais no mesmo comparativo.

 

Houve alteração também quanto ao tipo de moradia: embora ainda predominantes, as casas caíram para 82,7% e os apartamentos cresceram para 17,1%.

 

Infraestrutura domiciliar avança, mas desigualdade persiste

 

Os dados da pesquisa evidenciam melhora nos indicadores de infraestrutura, apesar da manutenção de disparidades regionais. O abastecimento de água por rede geral atendeu 86,1% dos domicílios brasileiros, sendo 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas zonas rurais. No Norte, esse índice é o mais baixo, com 60,9%, e 22,8% das residências dependem de poços profundos ou artesianos. Já no Sudeste, 92,4% das casas têm suprimento de água a partir da rede geral.

 

No que diz respeito ao saneamento, 71,4% dos domicílios têm acesso à rede geral ou a fossas ligadas à rede, mas a região Norte apresenta o menor índice do país, com 30,6%, sendo predominantes ali formas mais precárias de descarte de esgoto, que chegam a 39,3%. No Sudeste, o acesso à rede geral ou fossa séptica ligada à rede atinge 90,7% dos domicílios.

 

O serviço de coleta direta de lixo por empresas de limpeza alcança 86,9% das residências em todo o território nacional, correspondendo a um avanço de 4,2 pontos percentuais em relação a 2016. No entanto, Norte e Nordeste permanecem com os índices mais baixos de coleta direta, ambos com 79,3%, além dos maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades, sendo 14,5% e 13%, respectivamente.

 

No acesso à energia elétrica, o país se aproxima da universalização, restando apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede pública. Em áreas urbanas, esse índice cai para 0,5%. O maior déficit está localizado na zona rural da Região Norte, onde 15,1% das moradias ainda não têm acesso à rede geral de energia.

 

Bens duráveis e veículos nas residências

 

O levantamento revela incremento na posse de itens duráveis. Em 2025, geladeiras estavam presentes em 98,4% dos lares e máquinas de lavar em 72,1%. Em 2016, esses percentuais eram de 98,1% e 63%, respectivamente. Automóveis passaram a compor 49,1% dos domicílios e motocicletas, 26,2% das residências.

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