A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que há expectativa para o retorno das condições do El Niño a partir de maio deste ano, podendo provocar mudanças significativas nas temperaturas globais e nos padrões de precipitação em diversas regiões do planeta.
Segundo a OMM, o El Niño é caracterizado por um aquecimento cíclico das águas superficiais do Oceano Pacífico, nas regiões central e oriental, que costuma se estender por um período entre nove e doze meses.
O órgão das Nações Unidas destacou que, atualmente, as temperaturas do mar no Pacífico Equatorial apresentam uma elevação acentuada, o que aumenta a possibilidade do fenômeno climático se desenvolver entre maio e julho deste ano, modificando as condições observadas no início do ano, quando o quadro era de neutralidade climática.
"Depois de um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos agora estão fortemente alinhados e há grande confiança no início do El Niño, seguido por maior intensificação nos meses seguintes", afirmou Wilfran Moufouma Okia, chefe de previsão climática da OMM, em comunicado oficial.
Apesar das projeções apontarem para a possibilidade de ocorrência de um El Niño com forte intensidade neste ano, a OMM esclareceu que a precisão nas previsões deve aumentar a partir de abril, quando será possível avaliar com mais clareza o comportamento esperado do fenômeno.
De acordo com a entidade internacional, o El Niño costuma impactar diferentes padrões climáticos em distintas regiões do mundo. Entre os efeitos frequentes do fenômeno estão o aumento das chuvas em áreas como o sul da América do Sul, o sul dos Estados Unidos, partes do Chifre da África e regiões da Ásia Central. Ao mesmo tempo, há tendência para ocorrência de períodos de seca em locais como Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia.
A OMM também ressaltou que o El Niño pode contribuir para a elevação das temperaturas globais, influenciando diretamente o clima mundial durante o período de sua atuação.
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