A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, agendada para 7 de julho na Avenida Paulista, capital paulista, focará na relevância do debate político, especialmente em um ano de eleições presidenciais. A organização do evento, que celebrará sua trigésima edição, definiu o lema “A rua convoca, a urna confirma”, visando intensificar a discussão sobre a importância do voto e da participação cidadã.
Conforme a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), o exercício do voto é um instrumento crucial para a formulação de políticas públicas eficazes e para a garantia de direitos fundamentais à comunidade.
A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir.
Considerada uma das maiores manifestações de diversidade em escala global, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo completa três décadas de história em 2026. A primeira edição do evento ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt, e a partir do ano seguinte, consolidou-se na Avenida Paulista.
Ao longo de sua trajetória, a Parada tem sido palco para a discussão de pautas essenciais, como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição anterior, em 2025, o tema central abordado foi o envelhecimento da população LGBT+.
A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável.