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Belém e Ananindeua têm emergência reconhecida após chuvas intensas

Reconhecimento federal permite liberação de recursos emergenciais para ações de defesa civil e assistência a mais de 42 mil pessoas atingidas.

22/04/2026 às 22:27
Por: Redação

Após chuvas intensas registradas no último final de semana, o governo federal reconheceu a situação de emergência em Belém, capital do Pará, e também no município de Ananindeua, na região metropolitana. A decisão foi oficializada através de portaria publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União.

 

Segundo informações da prefeitura de Belém, aproximadamente 42 mil moradores foram atingidos pelos alagamentos decorrentes das precipitações, consideradas as mais fortes da última década na cidade. O volume de chuva ultrapassou 150 milímetros em menos de 24 horas, caracterizando um nível extremo. O transbordamento dos rios resultou em múltiplos bairros alagados, com diversas famílias tendo seus móveis destruídos e residências invadidas pela água.

 

O reconhecimento da emergência viabiliza pedidos de recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações voltadas à defesa civil tanto em Belém quanto em Ananindeua.

 

Em resposta imediata, autoridades locais organizaram uma força-tarefa para atender a população afetada. Entre as principais ações emergenciais, destacam-se a distribuição de cestas básicas e kits de higiene, além do cadastramento das famílias atingidas para viabilizar a concessão de benefícios assistenciais. Outra frente de trabalho importante é a prevenção de novos episódios de alagamento, atuando na desobstrução do Canal do Mata Fome, onde um lixão irregular impedia o escoamento adequado das águas pluviais.

 

Atuação técnica e planos de recuperação

 

Além da homologação da emergência, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao MIDR, foi enviada ao estado do Pará. De acordo com o ministério, esses profissionais estão prestando apoio tanto às prefeituras quanto às defesas civis locais no desenvolvimento dos procedimentos necessários no período posterior ao desastre, com ênfase na elaboração de planos de trabalho.

 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.


 

O secretário destacou ainda que, em uma etapa posterior, serão desenvolvidos planos para restabelecimento das áreas atingidas.

 

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.


 

Durante todo o processo, as equipes de assistência social e defesa civil permanecem mobilizadas no suporte à população, tanto no atendimento imediato quanto nas ações voltadas para a recuperação das áreas afetadas. O acompanhamento técnico do governo federal prossegue até a conclusão do levantamento completo dos prejuízos e da reconstrução dos espaços públicos atingidos pelas chuvas.

 

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