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José Guimarães rejeita apoio federal ao BRB em meio a investigação

Ministro afirma ser totalmente contrário ao uso de recursos federais para ajudar o BRB, alvo de investigação sobre fraudes bilionárias.

17/04/2026 às 04:13
Por: Redação

Durante um encontro com a imprensa realizado nesta quinta-feira, 16, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que, sob sua perspectiva pessoal, não apoia qualquer intervenção do governo federal para socorrer o Banco de Brasília (BRB), instituição alvo de apurações por supostas operações financeiras irregulares que teriam favorecido o Banco Master.

 

Questionado sobre a possibilidade de o governo federal prestar auxílio ao BRB em razão das investigações em curso, Guimarães afirmou de forma enfática que, caso o tema lhe seja apresentado, manifestará objeção total a qualquer tipo de ajuda à entidade financeira.

 

O ministro também destacou que a Polícia Federal deverá indicar quem são os verdadeiros responsáveis pelo desvio de bilhões em recursos envolvendo o caso do Banco Master ao término das investigações em andamento.

 

Entre os nomes investigados pelas autoridades estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, filiado ao MDB, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Este último foi preso durante a quarta fase da chamada Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes.

 

“A PF está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”, declarou José Guimarães.


 

Movimentações partidárias e críticas à troca de partidos

 

O ministro também abordou questões relacionadas à política partidária, lamentando a condução oportunista observada em certos episódios recentes. Ele condenou de modo rigoroso as mudanças de legenda ocorridas na última janela partidária.

 

“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”, disse.


 

Segundo Guimarães, houve partidos que chegaram a perder até 20 parlamentares durante esse período de trocas, sem que tenham ficado claras as razões para tais saídas. Ele defende que a reforma política atualmente discutida no Congresso Nacional deve prever critérios que impeçam esse tipo de situação.

 

Cenário eleitoral e expectativas para a disputa presidencial

 

Quando perguntado sobre as recentes pesquisas de intenção de voto que apontam crescimento do candidato oposicionista Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto, José Guimarães avaliou que ainda é prematuro fazer qualquer análise definitiva sobre o panorama eleitoral.

 

“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”, argumentou o ministro.


 

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