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Mais de 24 mil indígenas recebem atendimento do Proadi-SUS em áreas remotas

Ações do Proadi-SUS ampliam teleconsultas, pré-natal e rastreamento do câncer em comunidades indígenas

17/04/2026 às 00:12
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), conduzido pelo Ministério da Saúde, já realizou atendimento a mais de 24 mil indígenas localizados em regiões com difícil acesso em todo o Brasil.

 

Por meio dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, foram oferecidos diversos serviços, incluindo assistência pré-natal, capacitação específica para o setor de saneamento e atendimentos de telemedicina.

 

A atuação do Proadi-SUS envolve a colaboração com hospitais privados, que disponibilizam ferramentas eletrônicas para conectar profissionais das Unidades Básicas de Saúde a centros médicos menores presentes em áreas indígenas de difícil acesso.

 

Expansão dos serviços em diferentes regiões

Em estados das regiões Norte e Nordeste, foram alcançados avanços na prestação dos serviços do Proadi-SUS. No Maranhão e em Alagoas, o programa já atendeu 22 comunidades indígenas, totalizando 256 teleconsultas realizadas e 178 pacientes acompanhados, em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Nas localidades de Paraíba e Piauí, a rede Hcor foi responsável pela realização de 822 teleconsultas, das quais mais de 90% dos casos apresentaram resolução, evitando 747 encaminhamentos para outros níveis do sistema de saúde.

 

Na Região Norte, o Hospital Israelita Albert Einstein, através do projeto TeleAMEs, instalou três unidades de telessaúde em territórios indígenas no estado de Rondônia. Essas unidades já atenderam 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Resultados em saúde materno-infantil

Nos indicadores relacionados à saúde de mães e crianças indígenas, verificou-se também progresso. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), organizado pelo Einstein, foi responsável por ampliar a cobertura do rastreamento de câncer para 76%. O acompanhamento de gestantes ultrapassou o patamar de 96% nessa região.

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