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SUS inclui transplante de membrana amniótica para tratar diabetes e doenças oculares

Nova tecnologia beneficiará mais de 860 mil pacientes por ano no tratamento de feridas crônicas e problemas oculares

16/04/2026 às 21:32
Por: Redação

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer o transplante de membrana amniótica como método de tratamento para pacientes com diabetes e alterações oculares, após decisão do Ministério da Saúde baseada em recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

A partir dessa incorporação, a nova tecnologia está indicada para procedimentos relacionados a feridas crônicas, como o pé diabético, e para condições oftalmológicas. Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é de que mais de 860 mil pessoas sejam atendidas por ano com esse tratamento específico.

 

Utilidade da membrana amniótica em procedimentos médicos

 

A membrana amniótica consiste em um tecido coletado durante o parto e tem papel relevante na medicina regenerativa, sobretudo devido às suas propriedades anti-inflamatórias e potencial cicatrizante. Essas características permitem redução das complicações durante o tratamento de diferentes enfermidades.

 

No contexto do pé diabético, a utilização do transplante proporciona uma cicatrização das lesões até duas vezes mais rápida em relação ao uso de curativos convencionais. Desde 2025, essa técnica já é empregada no SUS para o tratamento de queimaduras extensas, demonstrando resultados positivos.

 

Quando aplicada em casos de alterações oculares, envolvendo estruturas como pálpebras, glândulas lacrimais ou cílios, a membrana auxilia não só na cicatrização das feridas, mas também oferece alívio da dor e contribui para uma recuperação mais eficiente da superfície do olho.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

O transplante da membrana amniótica, portanto, se consolida como alternativa inovadora no SUS, tanto na aceleração da cicatrização de feridas crônicas em pessoas com diabetes quanto no tratamento de alterações oculares diversas, ampliando o acesso à tecnologia e beneficiando pacientes em todo o país.

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